quinta-feira, 21 de maio de 2015

Avenida Ibirapuera





                 Avenida Ibirapuera, ao fundo o Instituto Biológico, em  1950
                                                               

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Avenida Rouxinol






                                                               

Casa de esquina da Avenida Rouxinol com a Rua Canário, na década de 60. Na década de 70 é que os edifícios começaram a surgir.

sexta-feira, 3 de abril de 2015


GALERIA  BRIC A BRAC

Alameda Jauaperi, 996 Moema
telefone: 50550874

Exposição de vários autores


                                                                             


Telas de: Luiz Saidenberg

sexta-feira, 20 de março de 2015

Rua Normandia




Rua Normandia, na época da construção das casas, em 1959






 fotos : Rita de Cássia Nepomuceno

domingo, 8 de março de 2015

Dia da Mulher






Ah! Todos os dias são nossos!
Abraços apertados para todas as mulheres que passeiam por este bolg!

O meu respeito e toda a minha  admiração  para as incansáveis lutadoras:  MÃES  DA  SÉ
                                                                           



                                                                                  Márcia Ovando



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


O fim do casarão mais antigo de Moema

"Em uma cidade cuja preservação cultural está acéfala, nas mãos de pessoas totalmente despreparadas
para lidar não apenas com os bens tombados da cidade, mas também de locais istóricos de São Paulo, este acontecimento choca, mas não causa muito espanto.
Graças ao leitor Paulo Araújo, fomos informados na última sexta-feira que o imóvel mais antigo de Moema estava sendo demolido."

Douglas Nascimento \  site São Paulo Antiga
                                                             
Esse casarão foi construido para servir de residência à família de Raul Loureiro, em 1923



quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Amigos da Rua Normandia





                 
                     Festa de aniversário de 15 anos  de Glauco , 09 de maio de 1971
                                         
              Paulo,Laércio,Fernando, Glauco, Cassio, Paulo e Antonio                                            


                                                                       
Agnes, Eloisa, Eva, Maria Alice, Beatriz, rosely e Rosyara

fotos de: Glauco Pereira de Oliveira

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Igreja Nossa Senhora da Esperança




                                                                         
I
Igreja Nossa Senhora da Esperança, Avenida dos Eucaliptos, em 1978
foto de: Rita de Cássia Nepomuceno 

domingo, 25 de janeiro de 2015

Avenida Ibirapuera








          Avenida  Ibirapuera, em 1950. Ao fundo o prédio do Instituto Biológico.                                                          







Avenida    Ibirapuera, em 1952




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

102 anos, Lidia Galdieri




Parabéns, dona Lidia Galdieri!
102 anos: uma benção dos deuses!
Que o dia de hoje possa ser todo de abraços e mais abraços.


                                                                             

domingo, 28 de dezembro de 2014

Ano Velho, Ano Novo...




         Quando eu era criança, a chegada do Ano Novo tinha um significado todo especial e místico para mim.
Lembro-me que no dia trinta e um de dezembro, logo ao levantar-me, minha mãe já falava que naquela noite veríamos o Ano Novo chegar e eu ficava o dia inteiro esperando ansiosamente pelo escurecer. E como demorava a chegar aquela noite!
À tardinha, íamos para casa de meus avós, na Rua Arapanés quase esquina com Macuco, em Moema, pois era lá que esperávamos o “Reveillon”.
Não se fazia festa. Reuníamo-nos na sala de jantar, comendo petiscos e bebendo sucos e vinho. A conversa prolongava-se animada até à meia-noite.
Nessa hora, íamos todos para o portão. Meu pai colocava-me sentada sobre o pilar de sustentação do muro, e eu, curiosa, fixava meu olhar no breu da rua, a espera do momento em que o Ano Velho apareceria lá no topo da ladeira, carregando nas costas o Ano Novo, pois como diziam meus pais, ele era ainda muito novo e não sabia andar.
Quando os fogos começavam a pipocar nas alturas, lá vinham eles: um homem de meia idade, longas barbas grisalhas, carregando nos ombros um jovem, que animado agitava-se admirando os fogos.
Na escuridão da noite, iluminada somente pelo eventual brilho dos fogos de artifício, o som dos apitos das fábricas e das pancadas das barras de ferro contra os postes, aquela imagem tornava-se mágica.
Ao passar pelos raros portões, onde as famílias reunidas comemoravam a seu modo o momento, o Ano Novo e o Ano Velho acenavam cordialmente as mãos num cumprimento silencioso. Nesse momento, meu coração disparava. Aquele era o ápice da festa: o Ano Velho se despedindo e apresentando-nos o Ano Novo que chegava.
E eles nos saudavam! Éramos personagens atuantes daquele rito místico de passagem de ano! E eu, na inocência dos meus primeiros anos de vida, timidamente levantava um pouco o braço e temerosa diante da grandeza daquele mistério acenava levemente a mão, trêmula de emoção.
Em dezembro de 1949, mudamos de bairro. Nunca mais vi o Ano Velho e o Ano Novo. Anos mais tarde, diferentemente de mim, que guardava aquela imagem inexplicável, em minha memória, meus pais já haviam se esquecido do fato, quando em um final de ano, na hora dos fogos, perguntei-lhes do que se tratava essa lembrança difusa que povoava minha mente nessa data.
Aí então, pude entender que o Ano Velho era um senhor de meia idade que, na noite da passagem do ano, colocava sobre os ombros o irmão mais novo - o Ano Novo - um jovem paraplégico, ambos sapateiros do bairro, e saíam pelas ruas de Moema, para que ele pudesse participar das festividades daquela noite especial e assistir à queima de fogos.
Ainda hoje me pergunto de onde será que meus pais tiraram a idéia de me fazer acreditar naquela fantasia de fim de ano. Uma coisa porém é certa: todos os anos, ao se aproximar a meia noite do dia trinta e um de dezembro, esteja eu onde estiver, lembro-me do vulto simbiótico emoldurado pela luz dos fogos, sinto saudades da minha inocência e me emociono com a certeza de ser eu a única pessoa no mundo a ter o privilégio da lembrança dessa fantasia particular.


                                                                           
Lidia Walder, Rua Arapanés esquina com a Avenida Macuco, em 1949

Lidia Walder

                                                               

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014






Que 2015 possa vir mais alegre, mais colorido, mais risonho, mais dançante,mais leve, mais justo,mais feliz!

                                                                       

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014



                                                           FELIZ  NATAL

                                                                     

sábado, 6 de dezembro de 2014

EE César Martinez: encontro de ex professores


Empório  Moema, Rua Canário














Último encontro de 2014
Com grande alegria e muita emoção que neste dia 2 de dezembro, nós, professoras aposentadas da EE César Martinez,décadas de 80 e 90,de Moema, nos reunimos mais uma vez para festejar a vida, a amizade, a lealdade.
Enquanto trabalhamos sempre fomos unidas e cooperativas para o bem das crianças confiadas aos nossos cuidados, na sagrada missão de ensinar, formar o cidadão de amanhã. Missão cumprida, aposentadas, não poderíamos deixar romper os laços criados durante décadas de convivência e assim, periodicamente nos reunimos, para matar saudades, contar e ouvir novidades, bater papo e, é claro, sempre num lugar gostoso, com boa comida. Afinal, ninguém é de ferro.
Desta vez o encontro foi no Empório Moema, ali na esquina da Canário com Macuco. E assim, continuamos a frequentar o bairro que sempre nos acolheu de braços abertos.
Presentes no encontro: Helena, Mariana, Nadir, Deise, Terezinha, Júlia, Elisabeth, Eliana, Márcia, Ernestina, Maria José, Rosa e Lídia.Último encontro de 2014.

Lidia Walder

sábado, 29 de novembro de 2014

Hervé Cordovil




         Se o Brasil não tivesse a memória tão curta e reverenciasse merecidamente os seus filhos ilustres, Hervé Cordovil, compositor, pianista e maestro teria tido durante todo este ano as mais lindas homenagens.
Márcia Ovando


                                                                       
       CENTENÁRIO DE  HERVÉ  CORDOVIL

          03\02\1914                  *15\07\1979
                                                             

Hervé Cordovil, compositor, pianista e maestro na história da MPB é considerado um compositor versátil e genial. Compôs vários gêneros musicais ao mesmo tempo que transitou por intérpretes dos mais diversos estilos.

Algumas de  suas  composições:
. Vida de Viajante, compôs com Luiz Gonzaga
Sabiá lá na Gaiola, compôs com Mario Vieira
.Meu  Pé de Manacá, compôs com sua prima Marisa Pinto Coelho
.Uma loira, ficou famosa na voz de Dick Farney
. Cabeça Inchada 
.Rua  Augusta, cantada pelo seu filho Ronnie Cord
.Cabeça Inchada
. Prece à São  Benedito

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Em alguns momentos do dia quem passasse pela  Rua Catuiçara, 41 em Moema, podia ouvir o som do piano do maestro e a cantoria de Isaurinha Garcia, Carmélia Alves e tantos outros!
Márcia Ovando

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Era mesmo ...A maior cantoria! Casa alegre...cheia de vida... Moema tem mesmo, muitas e muias histórias para contar!Só na  Catuiçara, 41 dava para escrever uma enciclopédia...Nossa! Quanta coisa aconteceu ali... desde "Os Timidos" conjunto que o Júnior, meu irmão, tocava ensaiando na garagem até gravação do  Fantástico...Esse intervalo, entre um e outro, quanta coisa! Quantas músicas foram feitas ali...quantos festivais foram ensaiados naquela sala...muita coisa MESMO! 
Saudade, Mai
Regina  Cordovil
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Todas suas músicas são lindas. A que mais marcou minha vida foi Uma Loira e como cantava lindamente o Dick Farney.
Tereza Maria
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Quantas lembranças lindas! Tio Hervé sempre muito carinhoso, amável, com um sorriso meigo e cativante...calmo,inteligente e como compunha Dio Mio! Nossa como gostava de ficar na sala ouvindo as músicas e a agitação de entra e sai a todo instante de famosos,amigos e penetras também. Sinto saudades dos tempos de só alegrias das nossas famílias completas! paz tio Hervé, saudades sempre.Martinha

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Sabiá lá na gaiola fez um buraquinho ,voou, vouo, vouo e a menina que gostava........Minha avó cantava para mim  enquanto eu brincava com as pombas na praça de Moema.
Maria Silvia
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Como me lembro do HERVÉ CORDOVIL  e das suas músicas, das canções, tive a sorte de morar na Rua Embaixador Ribeiro Couto, 132 no quarteirão grudado a Rua Catuiçara, podiamos sentir a música e sobretudo "Os Timidos" o conjunto do Júnior, fui amigo da Regina  Cordovil. Que boas lembranças Regina, um abraço 
Santi de Barcelona
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014





CHOPE EM MOEMA:  PROCURA- SE

Procura-se um caneco de chope em Moema que não seja devasso.
Um chope que tenha a consistente inocência do velho e findo João Sehn da Lavandisca.





Miguel Arcanjo Terra





                                                                       

domingo, 9 de novembro de 2014




                                                 
                      Igreja Nossa Senhora da Esperança .Avenida dos Eucaliptos,em 1978    

                                           foto : Rita de Cássia Nepomuceno
                                                                   

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Roberto Lippi e José Lippi





Uma das várias casas que meu avô Roberto Lippi construiu.(na foto ao lado direito, de gravata) e o seu irmão  José Lippi. Endereço que aparece na placa: Avenida Jandira,22
                                                                         

foto de: Mario Lippi

Ronaldo Lippi

sábado, 18 de outubro de 2014

Beto Coimbra ai está nossa maluca estória!



          1. Era uma tarde do ano de 1969 e após as aulas no Grupo Escolar Napoleão de Carvalho Freire, eu e o Beto, com minha Caloi dobrável, passeávamos pelas ruas do bairro, o Beto em pé no bagageiro gritando: corre, corre, corre. Eu magrinho naquela época, tinha que pedalar de pé para conseguir um pouco mais de velocidade. Percorríamos as ruas perto de nossas casas, eu morava na José Cândido de Souza e ele na Embaixador Ribeiro Couto. Estávamos envoltos naquela sensação de liberdade e coragem por podermos andar sozinhos. Sim, o bairro de Moema permitia que dois meninos de 9 anos fizessem isso. 
Chegando na minha casa, havia uma rampa em declive para chegar na garagem, o Beto ainda socava o banco da bike e gritava: corre, corre, corre. Quando chegamos na garagem, havíamos atingido uma certa velocidade por causa da rampa e aí quem disse que consegui parar? Fomos arremessados por cima das caixas, da enceradeira, forte apache, autorama, enfim por cima das coisas que guardávamos naquela época. Após o susto inicial, percebi que entre mortos e feridos todos se salvaram. Ainda meio zonzo, qual não foi a minha surpresa quando notei que o Beto estava com um galo enorme acima do olho esquerdo e um tanto arroxeado. Caraca,quase desmaiei de susto imaginando que tivesse ferido mortalmente meu amigo. Corri para chamar minha mãe, claro porque nessa hora o corajoso menino já queria o colo da mamãe. Coitada, quase acabei com ela. Era uma jovem mamãe, um pouco inexperiente, só se lembrou de um costume popular emergencial, o de colocar um bife em cima do local atingido. Cara aquele bife deixou o negocio muito assustador. Após minha mãe verificar que aparentemente não haviam maiores danos precisávamos mostrar o estrago para D. Stella e Sr. Breno, pais do Beto, para verificarmos se deveriam ser tomadas outras providências. Poxa quase caí de costas na hora de contar o ocorrido para os pais dele. Graças a Deus Sr. Breno e D. Stella logo verificaram que não havia maiores danos e nos liberaram para brincar novamente. Depois daquele dia nunca mais deixei o Beto mandar eu correr com ele na garupa, até porque depois da pancada seria melhor eu seguir pela minha própria cabeça, afinal quem sabe se ele não havia ficado meio doidinho né? rsrs
Lá na casa de D. Stella e do Sr. Breno era uma delícia, uma casa térrea muito ampla, haviam muitas delas naquela época, onde hoje se constroem prédios para 50 famílias ou mais. Éramos generosamente recebidos pela D. Stella com sua alegria contagiante e pelo Sr. Breno com sua elegância tradicional. Lá jogávamos canastra após as aulas e nos divertíamos. Lá também ocorreu o meu primeiro bailinho, a primeira paixão, sim porque a irmã do Beto, a Telinha, cresceu e virou uma gatinha. Lá era um lugar mágico. Lembro até hoje que entramos escondidos no quarto do irmão mais velho do Beto, o Breninho, para espiarmos um pôster psicodélico que ele trouxe dos EUA retratando o Pato Donald dando um assanhado amasso na Margarida, uau!
Tive uma adolescência coroada pela generosidade daquela família.
A casa da D. Stella é tão mágica que nos transporta no tempo.
Deus abençoou D. Stella com essa família linda. Muito obrigado por tudo família Coimbra.
Um beijo a todos.
Edi.

Edmundo Calio

segunda-feira, 13 de outubro de 2014





                        Parabéns pelo blog sobre Moema você não tem noção como é bom ficar lendo as histórias do bairro para mim que moro longe aqui em  Santa Catarina (Jaraguá do Sul) meus queridos pais ainda moram em Moema (Jacira pertinho da Paul Harris) e foi o bairro que cresci e ajudei a construir pois fui professor de Geografia no LEP\LUZWELL na Rua Chibarás hoje já não existe mais.
Fica aqui o meu cordial parabéns pelo fantástico blog!

                                                                           Alexandre Macedo Pinto

domingo, 12 de outubro de 2014

Alamaeda Iraé





                                                                       

Minha avó Ida com uma conhecida em sua casa na Alameda Iraé, em 1946
Ronaldo Lippi

foto tirada por: Mario Lippi

domingo, 5 de outubro de 2014

Os Castellani







                                                                       



Os meninos de Moema : Marcio Castellani , seus irmãos Marcus e Persio com  a  Belinha,cachorrinha basset , visitando a vovó que morava bem perto do Museu do Ipiranga,em 1957

domingo, 28 de setembro de 2014

O bonde

                                                                       

O bonde fechado era chamado de camarão, talvez pela cor vermelha que apresentava.
A linha do bonde passava por Moema vindo do centro da cidade, passava pela Vila Mariana e se dirigia para Santo Amaro. Usei essa linha inúmeras vezes, indo para os dois destinos. No centro o destino era a Praça João Mendes. Na realidade o ponto ficava na esquina das ruas Dr Rodrigo Silva e Rua Álvares Machado, enquanto esperava o bonde para voltar para casa costumava comer um pastel delicioso em uma pastelaria que havia por ali.
No sentido contrário tomei o bonde inúmeras vezes para ir ao Largo Treze em Santo Amaro. Eu estudei o ginásio e colegial em um colégio na estrada de Itapecerica (IAE – Instituto Adventista de Ensino) e ia até o Largo Treze para tomar um ônibus até o Capão redondo, diariamente. E fazia o caminho de volta. Eu sabia de cor o nome de todas as paradas do bonde de Moema até Santo Amaro. A primeira parada era a de Indianópolis, que era chamada de balão do bonde. Alguns bondes que vinham do centro iam apenas até essa parada e faziam ali o retorno. Em 1968, comecei a ir de ônibus escolar, então parei de ir de bonde, mas no último dia de circulação do bonde (27 de março de 1968), fiz questão de descer em Santo Amaro e ir de bonde até minha casa.
O bonde era muito presente na vida do bairro e dos estudantes. Lembro-me de deixar moedas no trilho do bonde para que o bonde ao passar, amassasse a moeda. Tenho uma moeda guardada ainda, amassada dessa forma. Outra coisa que eu gostava de aprontar e muitos outros meninos também era pegar uma das pedras existentes ao lado dos trilhos e colocar em cima do trilho. O bonde quando passava espatifava a pedra e soltava muita faísca. Diziam que era perigoso e que poderia até descarrilar o bonde. Espatifei muitas pedras, mas nunca consegui descarrilar nenhum bonde...
Uma brincadeira muito comum na Alameda Iraé era empinar papagaios. Eu fazia muito bem o “peixinho”, só duas varetinhas cruzadas e usava a linha 24 para empinar, cheguei a soltar um com seis carreteis inteiros, praticamente não dava para ver o papagaio, apenas sentia pela tração na linha. Outro papagaio muito comum na época era o “maranhão”, era feito com três varetas, mas esse eu não sabia fazer bem, mas tinha vontade de ter um.
Morava ao lado da linha do bonde entre as avenidas Chibarás e Açocê, um rapaz de chamado de “Carioca”. Uma vez juntei todo o meu dinheiro e comprei um Maranhão por cinquenta cruzeiros. E fui feliz soltar o papagaio. O Álvaro, filho da Dona do Bazar Ana Maria, fez uma proposta de brincadeira, de fazer um papagaio pegar o outro. Aceitei, mas um enroscou noutro e os dois caíram em algum lugar que eu nunca descobri. Perdi o tão sonhado papagaio no primeiro dia. Fiquei sem...
Outra coisa que começava a aparecer (pelo menos para mim), o cerol, era uma linha com cacos de vidro, finamente moídos. Dava trabalho fazer, colocavam-se cacos de vidro dentro de uma lata de óleo, e se martelava durante um bom tempo, até conseguir um pó de vidro suficientemente fino para colar na linha. Como a criatividade era grande, alguém descobriu que essa lata ao ser colocada sobre o trilho do bonde seria amassada por ele e...num instante, como um passe de mágica ... pozinho fininho de vidro ... Quantas latas aqueles bondes amassaram.


Ruy Ernesto N. Schwantes

sexta-feira, 12 de setembro de 2014







               ...vou até Pasárgada....volto logo, assim espero!




                                                                   

domingo, 7 de setembro de 2014

Reencontro em Moema



                                                                         
                                                                       
                     Rua  Embaixador Ribeiro Couto,132...um dia Rua Olivia!



Deixar um país e sempre difícil, deixar o bairro de Moema onde passei a minha juventude com os meus amigos e ainda mais difícil, e deixar outra vez Moema depois do reencontro de amigos e uma prova quase insuperável a não ser que um sabe que serão amigos para o resto da tua vida.
Fazia 44 anos que tinha ido embora para a Espanha, por causa desse blog que relembrou o tempo que passei aquie da minha amiga Marta, decidi mostrar a minha família o bairro de adoção que tanto me deu, eparte do que sou agoradevo a ele a as minhas amizades.
Tenho que dizer que não imaginava um reencontro tão emocionante, os meus amigos e os da minha irmã, fizeram uma festa surpresa que não esperava. Os culpáveis foram:Mayra, Marta, Kazumi, Marcia, Regina, Domingo, Claudia, Malu, Sueli,Ruda, Cristina, Fernanda, Vivo, João Arthur, etc. parecia que os 44 anos não existiram, se não fosse porque os nossos corpos delatavam a realidade do passo da vida.
Foi ainda mais bonito já que nos reencontramos com as nossas famílias, foi nesse momento quando os meus filhos Pol,Nádiae a minha mulher Maria perceberam o sentimento de carinho dos amigos de Moema, ficaram realmente impressionados com o acolhimento dessa turma inolvidável.
Tenho que agradecer a Diretora de escola EMEI Professor Ignácio Henrique Romeiro na Praça Paul Harris Sra. UgneDavini e também agradece a Ana Paula pela ajuda. O bairro continua tendo pessoas maravilhosas.....
A minha intenção era visitar por ultima vez a minha pracinha e as ruas onde brinquei durante 13 anos, e despedir-me para sempre daquela juventude maravilhosa na Rua Embaixador Ribeiro Couto casa nº 132(antiga Rua Olivia), no foi possível tomar essa decisão, agora ficou acordado que voltaremos para manter essa amizade que nunca se perdeu, com os amigos e Moema.

Santi da Rua Olivia \Santiago Fernández\ Barcelona


                                                       A nova geração


Maria, Pol, Nadia e eu















Altivo,Antonio,mJuan,Fernanda e Laurita           





João Arthur  e  Suely


Laurita e Rui Dupra


Ruda, Birds e Suely            


Regina, Laurita, Suely e Carmen Gama


João Arthur, Rudá e Rui Rudá










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Santiago fiquei muito contente em rever você e conhecer a Maria, Pol e Nádia.  Tentei imaginar de leve a sua emoção em  pisar em solo brasileiro, rever sua Rua  Olivia , Moema e seus amigos. Momentos que, certamente, ficarão para sempre em seu coração. Espero que o Brasil tenha sido amigo e hospitaleiro com todos vocês.
Desde que postei suas fotos e seu texto aqui no blog ,dia 07 de setembro, até o dia de hoje  09 de setembro, o blog recebeu 180 visitas, olha só que maravilha! Lastimável  é que as pessoas não deixam comentários.Talvez falta de hábito... Acho muito estranho, pois sou fiel leitora de alguns blogs e  curto  fazer comentários em todos êles.
Santi receba daqui deste moemadetantashistorias o meu grande abraço!

                                       Márcia Ovando
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Que  presente maravilhoso foi rever amigos tão queridos e especiais e ainda conhecer as suas famílias! Sensacional! É muita emoção! E o reencontro começou aqui, neste blog. Um espaço agregador administrado com tanto carinho. A amizade que cultivamos na infância continua firme e forte, e agora multiplicou-se. Que coisa mais linda podermos nos abraçar e compartilhar esses momentos com nossos filhos. 
                          Suely

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014



              Para  quem gosta de bordar!
             
           

                                                                       

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Arturo Ianni






ARTURO IANNI,  uma estrela no céu. Amigo de uma   época   boa demais, de dias alegres na Escola Estadual Alberto Levy e das ruas de Moema.
Nossos encontros Levyanos não mais serão os mesmos!

Márcia Ovando




sábado, 30 de agosto de 2014

Ronnie Cord




                                                                   
                  Antonio Aguillar  e os irmãos  Norman e Ronnie Cord
Como cantavam esses meninos! E quando o Júnior ( o outro irmão) se juntava aos dois  dai o trio  ficava uma beleza., era uma festa só!
 Márcia Ovando
foto:facebook jovem guarda a brasa continua acesa


Meus amigos da adolescência e juventude dos anos Dourados. Nós éramos um grupo muito unido. Eu e o Norman compusemos algumas músicas e cantavamos juntos.Somos amigos até hoje!
                                                                                  Nilton Ramos


Ronnie Cord tinha uma voz doce e olhos lindos.
                                                                        Therezinha

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Moema e recordações



Fui morar em Moema com dois anos de idade, em 1955.

A casa em que morei ficava na Alameda Iraé, 200 (a numeração hoje em dia não é a mesma...). Era quase

esquina da Avenida Chibarás. O calçamento de paralelepípedo. Na foto estou trepado no portão ao lado de

minha mãe e meus irmãos, em foto de agosto de 1957.

 Conforme lembranças de criança, ali na casa ao lado (a

                   casa de esquina) havia sido cometido um crime
                                                                                                                     
bárbaro. Os pais saíram de casa deixando um bebê com
                                                                                                                     
Minha mãe , meus irmãos e eu  no portão de casa em 1957

a empregada. Ao voltarem, a empregada havia ficado
                                                                               
louca e preparado a criança assada. Os pais colocaram

a casa à venda, mas não conseguiram vender, então

dividiram o grande terreno em três. Construíram duas

casas novas que foram vendidas, e a casa original

demorou ainda a ser vendida, mas foi vendida por uma

ninharia, já que ninguém queria morar lá. Era uma família bastante grande que morava lá. Os pais, filhos

casados e netos. As festas juninas que faziam eram ótimas. Todo ano na festa de São João íamos lá e

ganhávamos caixa de biriba e bombinha daquelas fininhas, eu me divertia fazendo “bateria”, acendendo uma

porção de uma só vez. Também às vezes tinha fósforos de cor. Lembro uma vez que fiquei muito contente,

pois ganhei uma caixa de fósforos que queimavam com cor verde. Não era uma cor comum...

Meu pai alugou uma das casas, a da esquina de um lado e do outro lado morava a Glória, eu era muito

pequeno e não lembro nomes dos outros membros da família.

Na época, Moema era bem pequena, pelo menos era o que me diziam e eu não tinha como negar. Era limitado

pelas ruas: Avenida Ibirapuera, Avenida Indianópolis, Alameda dos Maracatins e Avenida Jandira.

Moema cresceu muito na década de 70, pois havia um sensor de poluição da CETESB por ali e era uma das

poucas regiões de São Paulo onde a poluição do ar era baixa. Com isso todos os lançamentos imobiliários

começaram a dizer que ficavam em Moema, e a pequena Moema se transformou na grande Moema que se vê

hoje.

Por falar em prédios, o único prédio que lembro existir no bairro naquela época era o prédio que fica na

esquina da Alameda dos Maracatins e a Avenida Moema. Ainda hoje por lá. Fui olhar pelo Google Street View,

e verifiquei que o meu arranha-céu tinha apenas sete andares. Como era diferente na minha visão de criança.

Mas voltando à Alameda Iraé, em frente de casa existia um terreno baldio, e ali se jogava muito lixo, não sei de

onde vinha, mas o que eu mais gostava é quando jogavam celuloide colorida. Um tipo de plástico. Eu recortava

e fazia mil e uma com aquele material, mas o que eu gostava mesmo era colocar fogo. As chamas eram fortes

e o material queimava muito rápido. Eu era (e ainda sou ...) um pouco piromaníaco... Acho lindo ver uma boa

fogueira.

Na esquina oposta à minha morava um veterinário, Dr Coelho, não tinha contato com ele, apenas com o filho

e brincamos muitas vezes na rua juntos. Uma vez ele me mostrou um animal que tinha em casa. Ele dizia que

era cruzamento de coelho e gato, eu acho que era um gato mesmo, mas tinha o quadril e pernas traseiras mais

parecidas com um coelho. Como poderia ser chamado? Galho ou Coeto????


                                                                    Ruy Ernesto N. Schwantes